Os três dias de IRON MAIDEN no Brasil
Domingo com a tradicional cobertura do lado direito do palco, terça seguindo um dos maiores fotógrafos do Brasil e fechando a quarta-feira com um impecável show na Arena da Baixada em Curitiba
Fui no show do Iron Maiden. Era dia de eleições para presidente no Brasil. Segundo turno. Nem sei dizer se a ansiedade era maior pelo show ou pelo resultado das eleições.
18:00h do domingo eu estava chegando na estação Barra Funda e as camisetas do Iron Maiden se misturavam com outras vermelhas e verde-amarela. Não era só eu que estava nessa ansiedade.
Saindo do metrô, minha outra preocupação foi ativada com os ambulantes vendendo capas de chuva com a profecia de que iria chover. Não comprei e segui o caminho, andando, até o Nubank Parque (agora com esse nome).
Entrei tranquilamente no estádio e mesmo antes do show de abertura da Alter Bridge eu pude falar com algumas pessoas que já estavam lá dentro.
Falei com o Cadu, de 12 anos, e este já era o segundo show dele do Iron. A Pietra com 14 já estava no quinto show do Maiden e com a expectativa de pegar alguma coisa da banda. O Ricardo Cachorrão viu o primeiro Iron em 1992 e quase acabou com o casamento que estava marcado por causa do show. Ele não sabe ao certo, mas diz já ter visto mais de 10x a Donzela no palco.

Eu queria encontrar alguém que estava vendo o Maiden pela primeira vez, mas isso só aconteceu na terça-feira, na segunda data em São Paulo. Encontrei a Kyria que veio de Vitória, no Espírito Santo só para o show. Ela e o namorado iriam ver a banda pela primeira vez e isso é muito significativo. São Paulo acaba recebendo muitos shows, já outras capitais do Brasil isso é mais raro. O Iron até que rodou bastante no pelo nosso país desde sua primeira visita em 1985, tocando em 11 cidades, porém nunca em Vitória.

O Maiden dificilmente (para não dizer nunca) troca músicas do setlist de um dia para o outro, então o que poderia ter de diferente de um dia para o outro?
Assisti o início do show bem do lado direito do palco e na terceira música entrei no meio do público e encontrei uma roda que estava sendo “organizada” pelo Eddie – veja os vídeos no insta do lado direito do palco.

Não sem antes olhar como estava a apuração das eleições. Se a preocupação era que tivesse algum atrito ou briga quando o resultado fosse anunciado, isso não aconteceu. Pelo menos que eu tenha presenciado ou que eu tenha ficado sabendo.
Foi quando pude gravar alguns bons vídeos que soltei e outros que irei publicar no canal lado direito do palco. Os comentários em um dos vídeos que postei é se o certo é ver o show tranquilamente sem “gritar” as músicas junto do Bruce ou cantar tanto que no final está sem nenhuma voz para falar qualquer coisa. Eu prefiro de longe a segunda opção, com um adicional de pular e agitar muito.
Já a terça-feira seria diferente para mim. Eu combinei com o fotógrafo Marcos Hermes de coletar um material em vídeo para o projeto dele Riff Click (que logo mais estará no ar).

Então seria uma visão e movimentação diferente no show. E realmente foi. Andamos por metade do estádio para capturar diferentes imagens e pessoas pelo show. Este dia ficou marcado para mim também por eu ter ido com uma mala de viagem, pois saindo do show eu iria direto para a rodoviária Tietê para pegar um ônibus para Curitiba. Sim, tive que andar do Nubank Parque até o metrô com a mala, mas não sem antes fazer uma foto de “quantas coisas do Iron Maiden eu iria por na mala?” naquele dia.

Escolhi o horário da madrugada justamente para chegar cedo e poder trabalhar remoto de Curitiba antes de ir para o show. Os sonhos acontecem junto com a vida diária e não podemos deixar nada para trás.
Eu já tinha visto Iron Maiden em Curitiba. Foi em 2022 na Pedreira Paulo Leminski em 2022. Eu já tinha também visitado a Arena da Baixada, porém muito antes da reforma, em 2006 em um jogo do São Paulo contra o Atlético Paranaense (que agora é Athletico). Empate em 0x0 deixando o SPFC mais perto do tetracampeonato do Brasileiro.
Definitivamente a Arena estava muito diferente do que eu tinha visto anteriormente (anéis de arquibancada completos e com cobertura) e pensei como seria o som na hora do show. Qual seria a acústica.
Quando terminou o show do Alter Bridge eu conversei com o pessoal da mesa de som e eles gostaram muito de como o som se comportou na Arena, porém, agora era esperar o Iron, já que o volume aumenta significativamente.
O eco do público foi algo muito mais forte, aumentando a potência de troca entre banda e fãs, principalmente nos refrões que sempre são cantados a puro pulmões em um show como o do Maiden.
Quantas vezes mais terei a oportunidade de ver Iron Maiden? Não sei. Mas sei que quando houver um show, eu tenho que ir, pois cada um deles irá carregar memórias eternas!
Run For Your Lives World Tour 2026
25.OUTUBRO: São Paulo (Nubank Parque)
27.OUTUBRO 2026: São Paulo (Nubank Parque)
28.OUTUBRO 2026: Curitiba (Arena da Baixada)
Por Antonio Marques (o Novato), do lado direito do palco









Comentários