Penúltimo show do Sepultura leva Cine Joia à catarse coletiva
Em noite intimista em São Paulo, o Sepultura fez o “The Last Ceremony” e se despediu de vez dos palcos pequenos antes do último show, neste sábado (7).
Texto: Bruna Ciconha
Fotos: Pedro Kozlakowski e Antonio Marques

São Paulo viveu na noite desta quinta-feira (5) um daqueles momentos que vão ficar na história do metal brasileiro. Foi o oposto do que vai ser o último show.
Perto, suado, cara a cara com o público. Uma celebração entre músicos e fãs, como a própria banda definiu o evento, dois dias antes do encerramento da turnê Celebrating Life Through Death.
A despedida começou lá atrás, em dezembro de 2023, quando a banda anunciou que encerraria as atividades após uma turnê mundial de despedida. Depois de mais de quatro décadas de trajetória, o Sepultura decidiu parar por cima, logo após a tour do excelente álbum Quadra.

O que nos aguarda: o último show
O último show da carreira acontece neste sábado (7), na Suhai Music Hall, em São Paulo. Já com ingressos todos esgotados.
A noite final terá um lineup especial, com três bandas de abertura e convidados: Metal Allegiance (com Mike Portnoy do Dream Theater, Alex Skolnick do Testament, entre outros), Krisiun e Sacred Reich. É a celebração definitiva dos 40 anos da banda.
A noite, de perto
A noite começou antes de eu chegar no Joia, Saí de casa por volta das 18h. No metrô, já dava pra sentir que não seria só mais um show. Tinha uma galera cantando “Ratmahatta” no vagão. Saquei, estou em casa.
19h40- Não peguei a abertura dos portões, mas encontrei com Pedro na porta (e com o Supla também rs).
20h30- A galera não para de chegar, o show já vai começar. Enquanto isso eu fico observando o lugar ficando pequeno pra tanta gente.
21h10- Todo mundo na frente do palco esperando os caras entrarem. Começou a tocar um som do Black Sabbath, War Pigs. A galera canta em uma voz só, bizarro. Ansiosa pro show começar logo.
21h40-Noite hardcore. Todo mundo abrindo roda desde a primeira música, geral se jogando do palco e aproveitando esse show absurdo.
22h- Andreas falou sobre o fato do Derrick tocar guitarra, e ele tocou Mind War. Foi muito irado ver ele ali, não só como vocalista.
23h- Duas das minhas músicas favoritas tocando em sequência pra finalizar o show. Segurei o celular na esperança de conseguir fazer bons registros de “Roots Bloody Roots” mas deu errado, é impossível ficar parada depois de ouvir o “SEPULTURA DO BRASIL….”. Fim de show,vai entrar pra minha lista de mais insanos. .
00h15- Estou no carro escrevendo e repassando todas as músicas na minha cabeça. Ansiosa pra viver isso de novo no sábado, mas agora, pela última vez.







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